Lei, ora lei


A Lei da Ficha Limpa é mais importante para o país do que os Direitos Humanos da ONU. O ministro Edson Fachin, que é o relator da Lava-Jato, optou por jogar o país numa insegurança jurídica às vésperas das eleições.
Como desdizer todo o processo que passamos nos últimos anos? Tanto sofrimento, tantas delações, dias e mais dias de discussões e julgamentos, pagos com dinheiro público, serem jogados na vala da impunidade. Um criminoso pode participar de uma eleição com tudo o que pesa sobre si e se postular a representar o país de dentro da cadeia?
Vamos então desmontar o Congresso e entregar nossa cabeça à prêmio às organizações criminosas porque o preciosismo interpretativo de um juiz assim o quer, jogando os cidadãos no calabouço do poder. Dane-se o que foi decidido em Genebra, dane-se a ONU.
Porque isso não foi avaliado antes pelo próprio Fachin? Não seria esse seu papel como relator do mais importante trabalho jurídico do Brasil? À essa altura, tirar do alvo o seu, porque o exército de advogados do presidiário escarafunchou as leis internacionais procurando brechas para descumprir o que nosso judiciário e o Ministério Público decidiu, é absoluta covardia.
E o patriotismo, o civismo não abalam nem um pouco a consciência desse funcionário público do estado brasileiro? Fugir à responsabilidade nesse momento é um afronta aos princípios democráticos de direito.
Desgosto profundo do judiciário deste país que a todo momento nos coloca numa sinuca de bico, numa montanha russa de expectativas e emoções. Isso é para infartar o eleitor.
Réu é réu aqui e em Papua-Nova Guiné. Não adianta reinventar a roda.
Espero que os constitucionalistas deste país estejam mais comprometidos com a pátria do que com suas vaidades.
Lei, ora lei.

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