A crônica em cima do fato

“A Gente vira sapo e não vê tudo nessa vida”…

Se você acha que chegou no fundo do poço, respire fundo. Sempre tem como ficar pior.

Coloque-se no lugar do sujeito que está no apartamento dele trancafiado, preocupado em perder o emprego, ou fechar a loja, a empresa, demitir funcionários e sem saber como pagar as contas do cartão de crédito da mulher, dos filhos…

Aí, todo mundo na sala, o cara grita que não ligue na “porra da Globo”, chama os filhos para ver um Cult Movie. Enfia o DVD do Monthy Python. A mulher com cara de tédio levanta e fica ali com a cara grudada no celular. Um filho se tranca o quarto, outro senta ali com o pai, pra tomar mais uma e ver o filme.

Aí , de repente, uma voz de gralha entra pela varanda, o cara muito puto levanta, mas o filho vai na frente pra fechar e… “Ô Pai, tão armando um teatro lá fora. Manhêêê, tão te chamando”

A mulher, mãe, olha como a mulher fala:

“ISTRUPOU”… “Senhor, se for pra MIM ir pra Brasília”… “fazer essa “VIAGE”… Aí não, parece o Sérgio X9 Moro falando, com aquela vozinha. É lá de Curitiba também. Que nível, hein manhê…

O cara aumenta o som da TV. O filho reclama:

– Pai  joga a mãe pela janela… Aí não dá!

– Pois é filho, o problema não é o chifre, é a vergonha.

Aí a empregada entra na sala e grita:

“Tá esperando o quê? Vaaaaaaai Rapunzel de bigode, abraça a sapa, sobe na caçamba e cai no mundo de meu Deus. Tu é a única que tá podendo fugir, criatura. Eu não posso ir ao pagode, ao baile funk e nem ir pra casa. Três meses te aguentando “faz isso, faz aquilo, faz aquilo outro”. Tô mandando agora:
– Xô!!”.

E junta pai, filho, empregada e colocam a mulher pra fora:

– Foooora!

Aí sentam os três no sofá.

O pai vira para o filho e diz: Vou ligar para o advogado e você fala com os vizinhos. Marca uma festa de confraternização. Avisa na portaria que a síndica tem que vir fiscalizar.

Aquela síndica, hein? Mas primeiro vamos terminar aí o filme: Monty Python e o Cálice Sagrado.

E a empregada: “Agora é Nóooois!”. Vai ter funk e pagode!  Êêêê, vou preparar uns comes e bebes. Esse ” Monte Pai Tom”, não é do meu agrado!”

Moral da História:

Se tá ruim, pode ficar pior.

Ou… Pode ficar melhor.

Depende de como cada um sai da situação.

Se não tem remédio, remediado está!

(Como é bom trabalhar em equipe – para o mestre da câmera e dos babados cinematográficos, Alexandre Bissoli que passou o título. E do título surgiu a crônica. Que podia virar roteiro! Ah, dava uma boa cena)

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