Gravidez na adolescência: as únicas críticas são contra Damares

A gravidez na adolescência no Brasil é 40% superior à média mundial – parece óbvio que temos um problema aí

Andre Borges/Esp. Metrópoles

Sinceramente: o que pode existir de errado com uma campanha pública, por parte do Ministério da Mulher, da Família e dos Direitos Humanos, contra a gravidez na adolescência? Qual é o problema? Seria de “direita”, “fascista”, “elitista”, etc. dizer que meninas grávidas aos 12 anos de idade é algo muito ruim?

A gravidez na adolescência é algo desejável, ou neutro? Não seria um problema de saúde pública? Não estaria entre as funções de um ministério que cuida da família e da mulher tomar alguma providência a respeito? Seria algum absurdo dizer “adolescência primeiro, gravidez depois”?

A gravidez na adolescência no Brasil é 40% superior à média mundial – parece óbvio que temos um problema aí.

Mais: todo o mundo civilizado combate a gravidez precoce. Com muito sucesso, aliás, em diversos países. Nos Estados Unidos, por exemplo, campanhas de educação nas escolas reduziram em mais de 60% o número de adolescentes grávidas. Não é possível que algo considerado certo no mundo inteiro seja considerado errado no Brasil.

O que há de errado com a ideia de prevenir a gravidez na adolescência é uma coisa só: quem está tocando a campanha é a ministra Damares Alves – e Damares não pode estar certa nunca, nem quando diz que a lua tem quatro fases. Fim de conversa.

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