Todo mundo odeia o Bolsonaro


Tudo bem, todo mundo, não: mas uma parcela considerável dos brasileiros têm se dedicado a esse, digamos, “esporte”. E a um nível sem precedentes no país.
Getúlio Vargas, na época do “mar de lama”, nos anos 50? Collor? Maluf? Loola? Deelma?
Podem esquecer. Nenhum deles, nem escalando os picos mais altos de sua impopularidade, sofreu ataques diários de ódio na intensidade que o Bolseiro sofre.
A Esquerda odeia o presidente. Os kombistas odeiam o presidente. Que droga, até alguns que se dizem aliados parecem odiar Bolsonaro.
O pior é que o Capitão parece ter perdido um pouco da antiga vitalidade.
Compreensível. Quem passou pelo que ele passou, quem encarou o que ele encarou, e sobreviveu, passa a enxergar a vida de uma outra maneira.
O Bolsonaro pós-facada foi confrontado com uma dura realidade: aquilo que seus haters lhe desejavam diariamente nas redes sociais não era só hate speech. Não era da boca pra fora.
De repente, tornou-se claro para ele que sua vida, a partir de sua eleição, corria riscos. De verdade.
Ele finalmente percebeu que todas as charges grosseiras das quais foi alvo, todos os insultos diários e horários, todas as ofensas e piadas chulas direcionadas a ele e sua família talvez não ficassem apenas no virtual.
Os ataques ao presidente pareciam no nível do Sheldon Cooper mentalizando explodir o cérebro do Leonard, em The Big Bang Theory.
Mas Sheldon mostrou-se, na verdade, Adélio.
Que pena para o Brasil.

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