“Quem, eu, me arrepender?”


Vocês sabem quem é Alfred E. Neuman, amigos e vizinhos? É o personagem-símbolo da revista MAD. Aquele mesmo, orelhudo e com um dente faltando na frente.
(Espero não atrair a ira de eventuais coletivos em defesa de orelhudos e banguelas: acreditem, não sou orelhudófobo nem banguelofóbico).
Cada número da revista vinha com a seguinte epígrafe, que parafraseei no título: “Quem, eu, me preocupar?”
Escolhi o personagem, conhecido por seu non-sense, para manter o texto no nível do que andei lendo de ontem para hoje.
Para resumir: o Bolseiro postou um vídeo de um bloco de carnaval onde dois rapazes executam o que acredito ser aquilo que os “artistas” de hoje chamam de “performance” – os “artistas” de hoje também acreditam que “chocar” é a função precípua da “verdadeira” arte, o que a torna diferente da arte “brega” e “convencional” do establishment.
Como diz Roger Scruton, tentar posar de vanguardista buscando apenas ridicularizar ou chocar acaba tornando o ato que deveria ser original em mais clichê que o próprio clichê.
Ou seja, amiguinhos: não há mais novidade nenhuma em enfiar o dedo no thobba, andar à roda examinando o thobba do amiguinho, fazer totô em público na imagem de um desafeto político e outras tantas bizarrices que não dou conta de lembrar agora.
Não há mais novidade em thobbas, totôs e piu-pius expostos: a intensa programação neuro-esquerdística a qual fomos expostos por pelo menos uma década nos anestesiou.
A novidade é a sanha moralista com que tantas gentes se açodaram em julgar e condenar o Bolseiro.
Gentes que, não custa lembrar, foram signatárias entusiastas de exibições de peladões em museus, gentes que riram à bandeiras despregadas quando o Loolla conclamou as “mulheres de grello duro”, gentes que aceitam como coisa de somenos, chinfrim, natural mesmo, o que constava no tal vídeo.
No tal vídeo que agora querem usar como pretexto para o – hahahaha – pedido de impeachment do presidente, sob uma suposta acusação de “quebra de decoro”.
Não sei quanto a vocês, amiguinhos, mas em termos de quebra de decoro, lavar os cabelos de outrem com cheechee perde de goleada para, por exemplo, à ex Deelmma pedir ao Bessias para entregar ao Loolla o “documento” para usar em caso de necessidade.
Não vou nem me alongar mais porque acabei de comer, mas, perto dessas e de outras ações, o que houve no vídeo compartilhado pelo Bolso é pinto.
Me perdoem o trocadilho.
E repito meu aviso aos delirantes : eu jamais arrepender-me-ei (toma um “arrepender-me-ei” na caixa dos petchos!) de ter votado no Bolseiro.

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