Os pensamentos livres estão tão condenados à extinção quanto os pássaros Dodô

Sincronicidade.

Carl Gustav Jung definiu essa palavra em termos um tanto complexos.

Eu, que não sei de nada mas desconfio de muita coisa, como o jagunço Riobaldo de “Grande sertão: veredas”, simplifico.

Sincronicidade é quando acontecem aquelas coincidências que, de tão incríveis, parecem tudo – menos coincidências.

Simplifiquei demais? Ok. Mea culpa.

Mas eu lembrei disso quando li que Danusa Leão, um dos ícones do desbunde dos anos 60 no Brasil, declarou que não escreve mais com liberdade: está se autocensurando.

E que, sem liberdade, não dá para fazer nada – a não ser pensar.

Ontem li uma crítica atual sobre dois filmes antigos, um dos anos 60 e outro dos anos 80, na qual o autor comenta que alguns filmes, hoje em dia, jamais poderiam ser realizados – a não ser que sua temática fosse alvo de ataques ferozes por parte do próprio realizador.

Tipo: “estou fazendo esse filme, mas só para mostrar como isso é indesejável e inaceitável e abominável, tá?”

É a pior forma de censura – tentam censurar não o que lemos, o que vemos, o que escutamos.

Tentam censurar o que PENSAMOS.

E o que é pior, amigos e vizinhos, é que estão conseguindo. Sim, estão.

Se nada for feito – e, honestamente, não sei O QUE pode ser feito ou até mesmo SE PODE ser feito – em um futuro próximo os pensamentos livres estarão confinados em reservas.

Os corações e mentes dos homens e mulheres que ousam defender a liberdade.

Mas, em um futuro não tão distante, acho que a liberdade – a VERDADEIRA, não essa que anda por aí sendo vilipendiada por bocas que não merecem pronunciá-la – estará tão extinta quanto os dodôs ou os dinossauros.

Então, voltando à fala da Danusa que deu origem a esse texto:

Aproveitemos para pensar – enquanto ainda nos é permitido.

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