O fim do mundo tal como o conhecemos

Foto: Google – Blasting News

Vocês lembram do filme “O Sexto Sentido”, com Bruce Willis e o garotinho? A maioria das pessoas assistiu a toda a ação sem perceber a verdadeira trama – que se passava bem debaixo de seus narizes.

Com a História é mais ou menos assim.

Quando caíram as escamas dos meus olhos – ou quando saí da caverna platônica, escolham a metáfora que mais lhes agradar – eu pude ter ao menos uma breve visão do teatro de sombras que se desenrola nos bastidores da política global. E comecei a ficar atento aos sinais: tornei-me um caçador de pistas dos mestres dos bonecos que comandam o circo todo.

Como historiador, sempre tive o conhecimento de que a humanidade, vez por outra, encontra-se diante de momentos-chave, que acontecem de tempos em tempos, e que permitem o vislumbre de um novo mundo: bastando atravessar a fronteira. O limiar. Nem sempre é uma travessia fácil.

Sem precisar me alongar demais, dá para citar alguns desses momentos: o nascimento de Cristo. A ida de Paulo à Roma. A travessia do Rubicão por Júlio César. A queda do império romano. A vitória de Carlos Martel na batalha de Poitiers. O descobrimento da América. A independência dos Estados Unidos. As Grandes Guerras. O Holocausto. A conquista espacial. O ataque às Torres Gêmeas.

Tudo me leva a crer que estamos diante de uma dessas fronteiras, desses limiares, dessas encruzilhadas entre o antigo e o novo: o fim do mundo tal como o conhecemos, como diz naquela antiga canção do R.E.M.

Pode ser apocalipse? Pode.

Mas também pode ser gênese.

Como diz uma outra antiga – e brega – canção, “depende de nós”.

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