Game of Thrones… final


Não sou um grande fã da série Game of Thrones, confesso – por considerar que, a partir de um certo momento, ela se afastou da obra literária de George Martin e tomou rumos próprios, descaracterizando um pouco os originais.
(Ao menos, o desempenho dos atores, que acompanhei com mais atenção nessa reta final, foi muito bom)
Mas os últimos episódios de GOT (iniciais de Game Of Thrones) nos apresentaram algumas cenas bem ilustrativas, como o diálogo entre Tyrion e Jon Snow, sobre Daenerys Targaryen, que reproduzo aqui.
Tyrion diz:
“Ela se torna mais poderosa e mais certa de que ela é boa e justa.
Ela acredita que é o destino dela construir um mundo melhor para todos.
Se você realmente acreditasse nisso, você não mataria quem ficasse entre você e o seu paraíso?”
E aqui chegamos ao ponto que me interessa.
A fala de Tyrion – de longe a personagem mais interessante da obra de Martin -sobre Daenerys parece descreve com precisão o pensamento de um militante radical de esquerda.
Vocês conhecem o tipo, amigos e vizinhos.
É a galera do “ódio do bem” e da “indignação seletiva”.
Capazes de desejar, por exemplo, a morte de Bolsonaro ao mesmo tempo em que compartilham imagens de unicórnios fofos peidando glitter cor de rosa.
Ou que se indignam com os “cortes” no orçamento propostos pelo presidente – mas fecharam os olhos diante de reduções efetivas na Educação feita pelos ex presidentes em anos anteriores.
É inútil discutir com esse povo – brandir fatos e argumentos claros não representa nada para eles.
Para o psiquiatra Lyle Rossiter, autor da obra “A Mente Esquerdista”, militantes de esquerda possuem uma espécie de disfunção que não lhes permite aceitar outras versões de qualquer fato que não as suas.
Ele distingue dois tipos de esquerdistas: os benignos, que são os inocentes úteis, a massa de manobra, o gado, enfim. Que podem ser “curados”.
E os radicais. Os perigosos. Os que mentem, manipulam, ferem e matam em nome de sua ideologia.
Daenerys é assim. Acredita ser imbuída de um propósito. De uma missão.
Ao final do episódio e antes do seu desfecho, em outra cena ilustrativa do que penso, ela convida Jon Snow a construir um novo mundo.
E o diálogo que se segue é mais ou menos assim:
“- Não é fácil enxergar algo que nunca aconteceu antes… Vamos construir um mundo bom!
– E como você sabe que vai ser bom?
– Eu SEI que é bom!
– E as outras pessoas? Todos que acham que sabem o que é bom também?
– Elas não podem escolher.”
Onde foi que já vimos algo assim antes?
Onde foi que vimos isso no MUNDO REAL?
Na antiga União Soviética. Nos países da antiga Cortina de Ferro. Na China, em Cuba, na Coreia do Norte.
Para um militante esquerdista radical, “os fins justificam os meios” é pouco:
Para um militante esquerdista radical,
Os fins SANTIFICAM os meios.
A Esquerda radical é uma religião: com um deus mais sanguinário que qualquer outro na História.
Incluindo Westeros.

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