“Eu quase que nada não sei. Mas desconfio de muita coisa.”


Eu sou uma espécie de combo entre Riobaldo, personagem da maior obra da Literatura Brasileira, e uma das dez maiores do Universo, “ Grande Sertão: Veredas”, de Guimarães Rosa, de onde pincei a frase que dá título a esse texto,
e Jon Snow, de A Guerra dos Tronos – já desisti de chamar pelo nome real da obra, “As Crônicas de Gelo e Fogo”.
Snow é aquele para o qual a namorada Ygritte repetia incansavelmente: “você não sabe nada, Jon Snow.”
Pois então. Não sei nada não mas desconfio de um monte, viu?
Por exemplo.
Gentes boazinhas demais. Sabem?
Gentes sempre envoltas em trabalhos sociais,
Que sempre oferecem o ombro, o peito, e que tais
Em quem é cem por cento vegano,
Em quem jura que gosta mais de bicho
Que de humano
Não confio em quem não tem uma tara,
Ao menos
Um TOC
Mania
Fetiche ordinário
Coisas escondidas no armário
Gentes que falam “gratidão”
Que beijam um impossível coração
Que bradam energia, foco, força
Mas que não tem fé
Gentes abnegadas, dedicadas, sacrificadas, desinteressadas,
Mal amadas
Coitadas!
Eu desconfio desses campeões de quase tudo!
Desses últimos guerreiros das estrelas
Desses Luke Skywalkers sem sabre de luz
Porque, no que me cabe, sei bem
Que o que vem à minha tona
À minha face
São os ecos de uma batalha feroz entre a busca da honra
E a chance da ignomínia
E, portanto, como Pessoa, eu brado,
“Estou farto de semideuses!
Onde é que há gente no mundo?”

Notícias Relacionadas

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *