Bolsonaro provoca maremoto

Imagem: Arquivo Google – Jornal da Cidade On Line

Os mais velhos talvez recordem.
Uma pichação misteriosa surgiu espalhada nos tapumes do Rio, no final da década de 70:  “Celacanto provoca maremoto”.

Corria o ano de 1977, e o Rio era um canteiro de obras, principalmente do Metrô, inaugurado em 1979.
A frase enigmática aparecia em todos os cantos, acompanhada de um pequeno símbolo. Gerou até reportagens dos jornais da época.
Mais tarde, descobriu-se que o autor era um estudante da PUC, Carlos Alberto Teixeira, e a frase tinha sido extraída de um episódio de National Kid, seriado de super-herói japonês.
Ou seja: a frase não queria dizer nada em si mesma. Reverberava e repercutia apenas por sua sonoridade. Era puro “non sense”.
Vocês podem estar se perguntando, amigos e vizinhos:
“O que isso tem a ver com o presidente Jair Bolsonaro, mais de 40 anos depois? Hein?!”
Nada. Ou tudo. Depende da forma como você forja a narrativa – ou como você lê as narrativas que estão sendo forjadas, diariamente, desde que o Bolseiro tomou posse, quase sem descanso e ininterruptamente.
A oposição – e por oposição entenda-se não apenas a esquerda raivosa mas o isento-clero ressentido – tenta, sem descanso, atrelar a grife “Jair Bolsonaro” a todo e qualquer acontecimento negativo ocorrido no Brasil de janeiro para cá.
Pouco importa se a tentativa de relacionar o presidente a fatos que evidentemente não são de sua responsabilidade não tem sentido algum. Na verdade, para eles tanto faz.
Dependendo do fato, sua visibilidade e capacidade de influenciar corações e mentes, é até melhor que não faça sentido algum.
Um homem em surto psicótico é abatido por um sniper do Rio? Culpa de Bolsonaro e sua política que “incentiva” o ódio.
O céu fica negro em São Paulo, às três da tarde? É o maquiavélico Bolsonaro que está correndo que nem maluco pela Amazônia, com isqueiro e garrafinha de álcool, ateando incêndios aleatórios.
O desemprego é gigante no Brasil? O dólar subiu? A Bolsa caiu? Pô, Bolsonaro!
Como a frase famosa pichada nos muros do Rio, nos anos 70, a oposição ao presidente se baseia no aleatório, no descabido, no que não faz sentido:
é uma oposição surrealista, digna de um Salvador Dali, que dispara em todas as direções visando acertar o Planalto.
Você pode ter restrições severas a Bolsonaro: eu tenho. Não aprovo certas falas, discordo de alguns atos, me desgostam algumas posições assumidas pelo presidente.
Mas, no frigir dos ovos, quando penso na opção que nos cabia e no que vem sendo feito de relevante e significativo em termos de mudar a estrutura do Brasil, e em apenas 9 meses de gestão, avalio que, sim, o Brasil está melhor.
Apesar de sua oposição.
Respondendo à questão lá do início do texto: não, o Bolseiro não provoca maremoto.
Mas o Brasil provoca muita fadiga.

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