Superesportivo elétrico do bisneto de Porsche


Os superesportivos elétricos estão “para chegar” há, pelo menos, uns dez anos. Mas, embora muitos carros movidos a bateria já circulem pelo mundo, alguns deles – como os da Tesla – com desempenho estimulante, a verdade é que a grande maioria dos protótipos de modelos assim “quase” prontos para serem lançados que vemos nos salões do automóvel continua como promessa. Este aí das fotos, o Piëch Mark Zero é o mais recente deles. Será apresentado – ainda como estudo – no Salão do Automóvel de Genebra, um dos mais importantes do mundo, que começa esta semana. É lindo, traz tecnologia inovadora e nasce com um DNA de peso sob suas curvas: é o primeiro modelo de uma nova marca, pertencente a um bisneto de Ferdinand Porsche. A promessa é que chegue às ruas em mais dois anos. Aguardemos e, enquanto isso, vamos a alguns detalhes sobre ele.

Até 500 km sem tomada
O Mark Zero é um GT puramente elétrico e, segundo seu projetista e sócio da montadora, Rea Stark Rajcic, tem autonomia para rodar 500 km com uma carga. As baterias especialmente desenvolvidas para ele recarregam 80% de sua capacidade total em pouco menos de 5 minutos. O carro pesa pouco menos de 1.800 kg, e é equipado com três motores assíncronos (mecanicamente independentes), um no eixo dianteiro, dois no traseiro, que somam 450 kW de potência. Força suficiente para fazer com que acelere de 0 a 100 km/h em 3,2 segundos e atinja uma velocidade máxima de 250 km/h. Suas medidas são (comprimento/largura/altura): 4.432/1.991/1.250 mm, com distância entre eixos de 2.620 mm.

Anton Piëch e seu Sócio Stark | divulgação

Uma plataforma, muitas possibilidades
Anton “Toni” Piëch, que é filho do ex-presidente do Grupo VW Ferdinand Piëch e, como mencionamos, bisneto do Professor Porsche, diz que o Mark Zero, a despeito de ser elétrico, representa o início de uma nova família de produtos. Sua arquitetura flexível e aberta se adapta a uma variedade de sistemas de acionamento e diferentes carrocerias e aplicações. Por isso, nada impede que mais adiante surjam veículos com acionamento híbrido, a célula de combustível (hidrogênio) ou mesmo com os velhos motores de combustão interna de sempre.

A despeito de chegar exibindo tantas variáveis em aberto, a recém-nascida (2016) Piëch traz toda uma rede de parcerias e colaboração bastante respeitável. Esperemos que, mantendo a tradição familiar, Tony transforme seus planos ambiciosos em carros que veremos passar pelas ruas e, por que não, ter em nossas garagens.

Fonte: Blog Rebimboca

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