Na Argentina, VW nasceu com um Dodge há 40 anos

Em abril de 1980 – há exatos 40 anos, portanto – a VW entrou oficialmente na Argentina, importando seus Fuscas e Kombis aqui do Brasil e fabricando um Dodge. Confuso? A coisa ficaria ainda mais “promíscua” em 1987, quando a mesma VW se juntaria à Ford para formar a Autolatina. Àquela altura, não seria errado dizer que, na casa de nossos hermanos, juntas, Volks e Ford produziam um Dodge – já que o modelo continuava em linha. Calma, eu explico. Voltemos antes a 1970.

Naquele ano, enquanto Pelé, Rivellino, Gérson, Jairzinho, Clodoaldo, Tostão e seus companheiros de seleção conquistavam o tricampeonato mundial de futebol para o Brasil, a norte-americana Chrysler dava tratos a outra bola: a vinda para suas subsidiárias da América do Sul de um modelo compacto que diversificasse um pouco mais sua linha em nosso mercado – àquela altura composta pelo grandão Dodge Dart e suas versões.

Um Dodge inglês

O escolhido foi um inglês então recém-lançado, o Hillman Avenger que, devidamente “tropicalizado” (ou seja, adaptado para a ser montado aqui) chegou ao mercado argentino em 1971 e foi apresentado ao público brasileiro em 1972. Aqui, estava disponível com motor de 1.800cc e somente na versão duas portas; no país vizinho, com propulsor de 1.500cc e apenas com a opção de quatro portas.

Era bonito, espaçoso, confortável, mas decepcionava em desempenho e, no mercado brasileiro, o Dodginho – como passou a ser chamado – demorou a “pegar”. Isso só aconteceu, a partir de 1976, quando rebatizado de Polara (acima), o modelinho ganhou uma série de melhorias, inclusive no motor, que chegou aos 90cv. Um pouco depois, ganhou também a opção de câmbio automático de quatro marchas, algo que, naqueles tempos, só se via em carrões de luxo. Do outro lado da fronteira, porém, o Dodge 1500 (esse era o nome) sempre foi bem de vendas.

Germanização do Péntagono

Em 1979, a Volkswagen comprou as fábricas e toda a operação da Chrysler em nosso continente. No Brasil, ainda manteve o Dodginho até 1981, quando aposentou o carrinho, para quem não concorresse com a chegada do VW Voyage. No total, foram produzidas aqui 92.665 unidades.

 

Na Argentina, a então Autolatina aplicou um tapa estético na dianteira e seguiu fabricando o modelo, que àquela altura tinha também uma versão perua – ou rural, como dizem por lá. Saída com o nome de VW Dodge 1500 e 1800 (havia essa opção) e o escudinho com o pentágono da Chrysler na lataria.

 

 

 

Isso até 1987. Nesse ano, já como Volkswagen novamente “solteira”, a montadora mexeu na dianteira do carrinho, deixando-o parecido com o “nosso” último Polara, embarcou um câmbio manual de cinco marchas e tascou o seu escudo no meio da grade do radiador, como você vê nas fotos.

 

Com essa configuração, o VW 1500 ainda sobreviveu até 1990, quando foi substituído pelo nosso Voyage, lá batizado de Gacel.

The end.

Fonte: Blog Rebimboca

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