Jeep cria protótipo motorzudo de 450 cavalos

Pra mim, uma das coisas mais bacanas de se trabalhar em departamentos de engenharia e, especialmente, de desenvolvimento de produtos de uma montadora é poder criar os tais carros-conceito. Não que a liberdade de criação seja sempre ilimitada, raramente é. Ainda assim, mesmo quando não cria um carro “do zero”, inteiramente novo, a turma desse setor pode, no mínimo, criar versões tunadas dos modelos de linha, colocando neles “tudo” o que julgam faltar para aproximá-los mais do ideal. Do ideal deles ou do público, de acordo com pesquisas, é claro. E esse é exatamente o caso do jipe que você vê nesta página em fotos (abaixo) e em vídeo (acima).

Variação criada sobre um Jeep Wrangler Rubicon “normal”, versão mais longa, com quatro portas do 4×4 mais conhecido do mundo, esse conceito incorpora uma série de melhorias, especialmente mecânicas. A começar pelo motorzão, um V8 de 6.4 litros tem 450 cavalos de potência e 62,2 kgfm de torque, capaz de levá-lo de 0-100 km/h em menos de 5 segundos. Para se ter uma ideia, o último V8 de série em um Wrangler rendia 125 cv e 30,4 kgfm, e deixou de ser produzido em 1981.

Receita para diversão fora de estrada

Batizado como Wrangler Rubicon 392, o carango é equipado com tração integral e um câmbio automático de oito marchas, com diferenciais blocantes elétricos, suspensão trabalhada mais alta e pneus para lama de 37 polegadas. Uma receita garantida para diversão fora de estrada, sem dúvida.

No visual, um teto de lona em duas partes e painéis e portas removíveis. Olhando de longe, até parece despojado, no estilo dos primeiro jipes civis, surgidos no pós-guerra. Mas basta uma olhadinha no interior para ver que não é bem assim. O acabamento é de carro de luxo, com painéis acolchoados e instrumentos e acessórios em abundância.

No release, a FCA – controladora da marca Jeep – insinua que uma versão do Wrangler com mecânica semelhante a deste conceito pode chegar às lojas norte-americanas em breve. O pacote, claro, é bastante atraente, mas um tanto descolado da tendência tecnológica que, ao que tudo indica, vai prevalecer no mercado na segunda metade desta década. Sim, me refiro aos veículos elétricos, que, famosos justamente pela enormidade de torque que oferecem, podem ser especialmente interessantes para o uso off-road. Com o desenvolvimento de baterias mais leves e que permitem uma autonomia maior, os futuros jipes “de emissão zero” provavelmente vão ganhar terreno rapidamente. Até porque, cá entre nós, um motorzão de quase seis litros e meio de capacidade não é exatamente famoso por sua economia (e por ela, a autonomia para viagens mais longas).

Mas vai dar saudade de ouvir o som de um V8 como esse (veja no vídeo) sendo ligado e acelerado, pirambeira acima. Num silencioso e preciso elétrico, por mais eficiente que seja, isso talvez lembre mais um passeio de escada rolante que propriamente uma aventura fora de estrada.

Fonte: Rebimboca

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