Chevrolet Cruze Black Bow Tie: o preto é o novo prata?


Pelo nome da versão, Black Bow Tie – que, em inglês, quer dizer gravata borboleta preta – pensei logo em tascar aí em cima um “vestido a rigor” como título para este post. Mas o contato próximo que tive com o carro pretinho aí, por uma semana, me mostrou que esse não é bem o seu espírito. A despeito de trazer, literalmente, suas gravatinhas (as logomarcas da Chevrolet) pintadas de preto na carroceria, à frente e atrás, esse Cruze está mais para descolado que para formal. Espécie de versão intermediária – fica, em preço e acessórios, entre a mais barata, LT, e a topo de linha, LTZ –, o modelo tem nos detalhes do visual seus principais diferenciais em relação aos irmãos.

O preto é o novo prata?
A ideia de lançar versões intermediárias com pintura na cor preta e detalhes personalizados parece dar certo na Chevrolet. Primeiro, foi a S-10 Midnight e, pouco depois, a Tracker com o mesmo nome. Apesar de não ter a meia-noite no nome, esta versão do Cruze repete a mesma receita no tom da carroceria e (belas) rodas e em outros detalhes de acabamento. É como se você comprasse um carro “levemente tunado de fábrica”, com a vantagem de todas as modificações serem originais de série com um custo mais em conta do que se fossem feitas depois. E é exatamente o custo-benefício o principal argumento de venda desse trio alinhado.

No caso específico do Cruze, o custo fica R$ 210 abaixo dos R$ 100 mil, numa numerologia comercial que enche o nosso dia a dia de noventa e noves, mas que pela insistência na aplicação, há tanto tempo e em tantos produtos e serviços, presumo que tenha lá os seus efeitos psicológicos sobre os possíveis compradores. O pacote estético sai por apenas R$ 2 mil a mais que a mais do que a versão LT. Dele, porém ficam de fora muitos recursos presentes na versão LTZ de R$ 108,290, a começar pelo banal retrovisor interno fotocrômico – para não ser ofuscado, você precisa mexer naquela clássica alavanquinha no próprio espelho. Partida sem chave (keyless), assistente de estacionamento, sensor de colisão, alerta de ponto cego, sensor de chuva (que liga os limpadores automaticamente), sensor crepuscular (que liga os faróis), regulagens elétricas para o banco… a lista de ausências é grande.

Briga turbinada
Os principais oponentes a enfrentar no mercado, no entanto, são de outras bandeiras. Restringindo a sedãs com motor turbo e câmbio automático como o dele, o Cruz hoje enfrenta rivais de peso como o Honda Civic Touring (a partir de R$ 124.900, 173cv), o VW Jetta Tsi 250 (a partir de R$ 99.990,00, 150cv) e os irmãos Peugeot 408 Griffe e Citroën C4 Lounge (ambos a partir de R$ 89.990, 173cv). Está sentindo falta de carros como Toyota Corolla, Ford Focus, Hyundai Elantra, Kia Cerato? São concorrentes, sim, mas não oferecem motores turbinados. Só como provocação, acho que poderia entrar nessa briga é o recém-chegado Caoa Chery Arizo RXT (R$72.990, 150cv), que mesmo sendo um pouquinho menor, também tem motor 1.5 turbo flex.

Chevrolet Cruze Black Bow Tie 2019 e um Cruze da geração anterior (2011-2015) | Henrique Koifman

Além do preço, acho que o que difere as opções dessa listinha do parágrafo acima é o estilo. No caso do Cruze, eu o definiria como um “discreto chique”, com linhas arrojadas sem serem nem óbvias nem extravagantes, e um rodar extremamente agradável. Há um tempinho, fiz um test-drive mais aprofundado com a versão Sport6 LTZ dessa segunda geração do carro (lançada em 2016), aqui para o blog e para a TV Rebimboca (janela abaixo). Ali falo muito mais sobre isso.

Conjunto afinado
Macio, muito bem-acabado, confortável, espaçoso, silencioso e com boa performance (anda muito bem e é bom de curva), o sedã da Chevrolet pode nem ser o que oferece isoladamente o melhor de cada uma dessas características, mas certamente está entre os que oferecem o melhor conjunto. A destoar, talvez, o consumo de combustível, que não é exagerado (medi perto de 9 km/litro de gasolina na cidade), mas levando-se em conta a tecnologia do motor 1.4 turbo, eu esperava que fosse um pouco menor.


Vestido neste pretinho descolado que acho que lhe dá um ar um pouco, sei lá, mais jovem, o Black Bow Tie acaba se destacando em meio a um segmento taxado como de “carros de tio”. E, por menos (muito pouco menos) de R$ 100 mil, acho que está bem posicionado para a briga no mercado.
Ficha técnica – Dados do site da montadora
MOTORIZAÇÃO
Tipo
4cyl / Flex / 4V
Numero de cilindros
4 cilindros
Válvulas, total
4 por cilindro, 16 válvulas
Taxa de compressão
10,01:1
Injeção eletrônica de combustível
Injeção Direta e Controle de Eletrônico de Aceleração (ETC)
Potência Máxima Líquida (ABNT NBR 5484/ISO 1585 Líquida ou SAE Bruta)
Gasolina: 150 CV (110,3 KW / 150 HP) @ 5600 rpm / Etanol: 153 CV (112,5 KW / 153 HP) @ 5200 rpm
Torque Máximo Líquido (ABNT NBR 5484/ISO 1585 Líquida ou SAE Bruta)
Gasolina: 24 mkgf (235 Nm) @ 2100 rpm Etanol: 24,5 mkgf (240 Nm) @ 2000 rpm
TRANSMISSÃO
Tipo Transmissão
Automática de 6 velocidades / Active Select no câmbio para Automática
FREIOS
Sistema
Sistema de freios anti-blocantes (ABS) com EBD, Controle de Tração (TCS) e Estabilidade (ESC) e Frenagem de Urgência (PBA)
Dianteiros
Disco ventilado
Traseiros
Disco sólido
DIREÇÃO
Tipo
Elétrica progressiva (EPS)
SUSPENSÕES
Dianteira
Independente do tipo McPherson, com barra estabilizadora ligada a hastes tensoras e molas helicoidais com carga lateral
Traseira
Suspensão do tipo eixo de torção, semi-independente e molas helicoidais – constante elástica linear
ESTABILIDADE
Sistema
Programa Eletrônico de Estabilidade (ESP) Sistema de Controle de Tração (TCS)
RODAS E PNEUS
Rodas
Alumínio, 17 polegadas
Pneus
215/50 R17
SISTEMA ELÉTRICO
Bateria
12 V, 80 Ah
Alternador
130 A
DIMENSÕES
Comprimento Total (mm)
4.665
Largura Total – espelho a espelho (mm)
2.042
Altura em ordem de marcha (mm)
1.484
Distância entre eixos (mm)
2.700
CAPACIDADES
Tanque de combustível (litros)
52
Porta-malas (litros)
440
*Consulte a página de Configurações para conhecer o conteúdo disponível para cada versão.
CAPACIDADES
Peso em ordem de marcha (Kg) LT: 1307 (R7C) LTZ: 1315 (R7E) 1321 (R7F)

 
 
 
 
 
 
 
Fonte: Blog Rebimboca

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