Carro de 007: seu por U$S 6 milhões (com metralhadoras e tudo)


Nesses tempos de espíritos extremados, pensar em ter um carro como esse aí das fotos parece fazer ainda mais sentido. Projetado para um agente secreto inglês, ele vem equipado com duas metralhadoras calibre .30 ocultas nos paralamas (quando acionadas, a ponta de seus canos surge por trás das luzes de seta) e mais 12 outros acessórios originais bolados para despistar e/ou destruir outros carros que porventura estejam no seu encalço. O veículo será leiloado em 15 de agosto próximo, pela RM Sotheby’s em Pebble Beach, Monterey, na Califórnia, e estima-se que seja arrematado por alguma coisa acima dos US$ 6 milhões.

De cortina de fumaça a enxurrada de óleo e taxinhas cortantes na pista a para-choques e cubos de rodas, hum, agressores, passando por um anteparo traseiro a prova de munição pesada e um assento ejetor para caronas indesejados e até um tipo rudimentar de GPS, este Aston Martin DB5 aí traz o que havia (e ainda não havia) de mais eficiente em termos de “proteção dinâmica” em 1964. Bond, James Bond – o tal agente – não poderia querer mais.

Diferentemente dos exemplares adaptados para serem efetivamente usados nas filmagens em 1964, este exemplar e um outro igual foram fabricados pela própria Aston Martin e enviados aos EUA para promoção da marca. Enquanto os carros cenográficos tinham acabamentos, hum, meio toscos e não foram construídos para durar, este e seu gêmeo mereceram grande capricho.

E o mais curioso: enquanto nos DB5 da telona poucas das modificações efetivamente “funcionavam”, nestes – segundo as informações do site de leilões – tudo é perfeitamente operacional.

Mesmo comparando com modelos atuais, o DB5 está longe de ser lento ou sem graça. Seu motor de seis cilindros em linha e 4.0 litros gera mais de 300cv de potência e quase 40 kgfm de torque, capazes de levá-lo de zero a 100 km/h em respeitáveis 5,7 segundos.

Além disso, claro, graças ao sucesso dos filmes, o DB5 é um dos carros mais famosos e desejados de todos os tempos.

Como pertenceu a apenas três donos até hoje e passou 35 de seus 55 anos exposto em museus, sempre tratado com o maior cuidado, e passou recentemente por uma grande restauração, é provável que o carango ainda acelere isso tudo (mas não recomendo entrar rasgando em curvas mais fechadas).

Será que dá tempo para organizarmos um croud funding para disputar o leilão? Quem sabe, fazendo uma vaquinha bem gorda…



Fonte: Blog Rebimboca

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