A perua se despede: aos 23 anos, Fiat Weekend deixa de ser produzida

Palio Adventure da segunda geração (2001)

Agora é oficial: depois de 23 anos em produção, a* última reluzente Weekend deixou a linha de montagem na fábrica da Fiat em Betim (MG) nesta segunda-feira, dia 27 de janeiro. Com ela, encerra-se, ao menos momentaneamente, também a trajetória das caminhonetes, ou peruas, no Brasil pois, há tempos, esse era o último modelo desse tipo a venda aqui. Ao longo de sua longa vida, essa carrinha – como chamam os lusos – da Fiat passou por uma série de modificações e atualizações, tanto estéticas como mecânicas.Você pode conferir algumas dessas mudanças de visual na pequena galeria deste post De certa forma, a Weekend lançou um novo estilo no mercado nacional – quando, em 2001, chegou às concessionárias também na versão Adventure, que logo se transformou em um tremendo sucesso de vendas. Tanto que, até hoje, é justamente essa versão aventureira a sua opção mais vendida, sendo bem valorizada no mercado de usados.

Palio Weekend 1997

 

Nascida em 1997 como a variação da linha Palio, ao longo de sua trajetória a Weekend já foi equipada com motores 1.0, 1.3 8v, 1.3 16v, 1.4, 1.5, 1.6 8v, 1.8 8v, 1.6 16v e 1.8 16v – este último, de dois tipos diferentes.

 

 

Palio Weekend da terceira geração (modelo 2004)

O carro ganhou identidade própria em 2015, se descolando do Palio e sobrevivendo ao lançamento de seu substituto, o Argo. Na prática, com poucos retoques, o visual do modelo da perua que foi fabricada até ontem era o mesmo desde 2007, com a dianteira igual a das atuais picapes Strada.

Primeira Palio Adventure (1999)

O fim da Weekend já vinha sendo cantado há pelo menos dois anos, mas com vendas suficientes para justificar sua produção, ela continuou, discretamente, sendo montada em Betim, em quantidade módicas. Ao longo de toda sua existência, o carrro foi comprado novo por 530 mil brasileiros.

 

 

No site da montadora, ainda é possível encontrar (e, em tese, comprar) a Weekend 0km em suas duas opções: Attractive 1.4 com câmbio Manual (ao lado), a partir de R$68.670,00; e a Adventure 1.8 16v manual (abaixo), a partir de R$ 85.590. Quem quiser incluir no pacote o sistema Locker, o bloqueio de diferencial que a torna um pouco mais apta aos caminhos ruins, pagará mais R$ 4.400.

Como mencionado, mais do que um simples modelo longevo que se vai, a Weekend era também, na prática, a última caminhonete – ou perua, station wagon, carrinha… você escolhe – em produção no Brasil. Em seus tempos de juventude, ela enfretou rivais de peso, como VW Parati, Chevrolet Corsa Wagon e Ford Escort SW. Depois, elas foram perdendo espaço para as minivans e, logo adiante, para os bombados SUVs, que hoje dominam o mercado. E talvez tenha sido sua opção “quase SUV” Adventure a principal razão de ela ter permanecido “viva” por mais tempo que suas concorrentes.

 

(*) Mesmo depois de décadas escrevendo sobre automóveis, não consigo tratar camionetes (peruas) e picapes no masculino. Não há nenhum “juízo de valor” nisso, é só hábito mesmo.

 

 

Fonte: Blog Rebimboca

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