Uma caminhada reveladora

Havia alguns dias que eu não saía de casa. Sentia falta de caminhar e da brisa no rosto então fomos eu e minha filha caminhar no parque. Foi um choque de realidade.

Fomos recebidas por cores brilhantes das flores, pelo aroma de árvores que me remeteram à minha infância, pelo som dos pássaros e dos ramos, agora verdes, balançando ao vento e se esfregando uns nos outros em uma dança quase obscena se não fosse tão pura.

Sorri como se fosse Natal e contemplei cada pedacinho deste presente antecipado. E eu sabia que não estava sozinha nesta explosão de vida. Os passantes sorriam, caminhando com seus animais de estimação que também se divertiam ignorantes da ameaça invisível que tem pairado sobre nós, ultimamente.

Foram quase duas horas de caminhada.

Voltei para casa com a certeza de que as cores estão lá fora para nos lembrar que a vida é um ciclo.

Ontem, as flores não existiam, havia apenas o marrom do galho seco, os ramos finos e aparentemente sem vida. Hoje, há o laranja, o vermelho, o rosa, o branco, o azul e até o flicts fazendo festa lá fora.

Não há como não sorrir para a vida. Não há como não ter esperança. Não há como não ter fé de que tudo vai ficar bem.

Aprender a ver a beleza nas trevas assim como na luz é simplesmente libertador.

Um fim de semana cheio cores a todos.

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