O MOMA

O Museu de História Natural de Nova York abre espaço para sua desintegração.

Ao anunciar que vai retirar a estátua do ex-presidente americano Theodore Roosevelt da entrada principal da instituição, cedendo a pressões de uma campanha contra os monumentos históricos considerados racistas, o museu assume a insignificância intelectual do seu corpo dirigente e abre um mar de contradições.

Tal atitude só poderá ser justificada com a radical retirada do status de Museu e seu papel na historiografia.

Em meados do século XX os museus entraram em uma séria crise conceitual advinda das críticas ao caráter aristocrático, autoritário, acrítico, conservador e inibidor dessas instituições.

A rede de profissionais ligados a essas instituições, ainda que defenda uma reforma dos museus, os levando atualizar suas ações, assumindo e divulgando ideias ‘novas’ abrindo seus espaços para abordagem de problemas sociais, sob foco da crítica contemporânea, encontra dificuldade para realiza-las segundo as regras do modelo de financiamento público e privado, leis de incentivo cultural e fundos para preservação do patrimônio público.

Abrir mão da tradição- na retórica- é uma atitude atraente.

Porém, abrir mão dos incentivos milionários que sustentam os museus sem desfragmentar a rede de profissionais que deles dependem é outra História.
O H maiúsculo nesse comentário suscita dos reformistas atitudes radicais que irão, sem dúvida, refletir no caixa da instituição e consequentemente no corpo de funcionários, órgãos muito sensíveis.

Se for atender a pressão de cada ‘manif’ é melhor que as instituições culturais retirem o label de Museu e se ofereçam ao público como parques temáticos interativos, onde as minorias poderão fazer exposições temáticas enaltecendo suas virtudes,condenando opressores e coroando suas características.

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