Modéstia à parte


‘Modéstia à parte’ é uma expressão muito usada por pessoas que se gabam de não ter vaidade em relação as suas próprias qualidades.
No Brasil, essa formula é ultra popular.
Quando aplicada para enaltecer líderes amados e esculhambar oponentes desprezíveis, o sujeito atinge seu grau máximo de soberba, a ponto de perder os laços com seu lugar de origem.
A ilustração é um primor. Ela não fala o que é melhor no Brasil, apenas indica os ‘melhores’ brasileiros😄
Leio, leio e leio que o ‘líder’ preso é um mártir político cruelmente perseguido pelos brasileiros reacionários, cruéis e cheios de ódio.
A intolerância desses vingadores ocorre porque, nas palavras dos seus seguidores, ele é um estadista universal, um Martin Luther King do sertão, um Mahatma Gandhi dos trópicos, um Mandela revivido ao qual só falta um Nobel da Paz para que o reconhecimento da ‘elite’ global caia como uma rocha sobre seus opositores, esmagando-os, definitivamente.
Leio, também, que o presidente eleito é uma paródia classe média do Trump, um Hitler de comédia pastelão, um Goebels anoréxico, um fascista inculto, tosco replicante do Mussolini.
Paradoxalmente, nos dois casos, os ecos do mundo não compartilham unanimemente com essas visões. Não vejo, por exemplo, grupos nazifascistas europeus, extremistas de direita da África e do Oriente Médio, até mesmo políticos de extrema direita europeia, bradarem aos seus adeptos “sigam o presidente brasileiro”.
Muito menos vejo os Democratas norte-americanos, que estrategicamente sentam o sarrafo no atual presidente brasileiro para machucar o Trump, solicitarem à população “sigam o líder brasileiro preso. Ele é O cara!”.
Essa historinha foi inspirada na minha lembrança do lançamento do primeiro canal de televisão brasileira, que anunciou na primeira transmissão: “Do Brasil para o mundo”.
E o mundo respondeu: OK! Diz aí!
Por motivos técnicos estamos fora do ar!

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